Cheguei agora ao meu primeiro andar, esquerdo. Casa aqui em Lisboa. Dois meses depois, o tempo que chega para aprender, crescer e ver muito. Para mim, a esta hora, 7:44 a.m. são ainda 2:44 p.m.. É assim que estou.
Aprendi como chegar da 96 a Prince St. em 20 minutos. Para os últimos dias, já estava mesmo muito boa nisso. Aprendi a chegar, a estar e a saber esperar. Pelo menos, por enquanto.
Change. Yes we can. Yes I can. Hoje quase tudo parece possível.
Agora, tento desfazer três malas, reconhecer o cheiro das minhas coisas. O meu gato - que também hoje voltou para casa - estamos na mesma. Andamos os dois com o nariz por cima de tudo.
Este blog andou comigo antes de sair, esteve no meu outro primeiro andar, a casa de dois meses e trouxe-me de volta esta manhã. É hora de o deixar ir. Obrigada por me terem feito companhia.
Thursday, November 6, 2008
Wednesday, November 5, 2008
este primeiro andar.
Yes we can.
I have a dream that one day this nation will rise up and live out the true meaning of its creed: "We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal." Hope. Espero que hoje seja um bom dia para o mundo.
Monday, November 3, 2008
first draft.
Sunday, November 2, 2008
este domingo.
Frio. Muito frio e a maratona de NY. Gente e mais gente a entrar em Central Park, mesmo na parte final do percurso, a festejar por estar a conseguir terminar. As eleições estão quase aí. O final do meu workshop também. Que tal deixar a maratona de NY para celebrar os 50 anos. Será que se pode andar o caminho todo. Será que nunca é tarde.
Saturday, November 1, 2008
semana 8.
Tuesday, October 28, 2008
Energias.
Estes são os meus vizinhos. Os ayurvédicos do lado e os dos artigos religiosos por baixo. Uns fazem massagens e os outros limpezas espirituais. Está lá escrito. Depois para baixo, há logo um barbeiro e logo para cima uma manicure. Por vezes, ainda me espanto com a coerência dos alinhamentos do cosmos.
Sunday, October 26, 2008
Friday, October 24, 2008
semana 7.
Hoje o aquecimento central, a água, começou a trabalhar de repente. Fez barulho e fez-se quente. Quando cá cheguei, ainda usei uma ventoinha. Quase tempo nenhum em imenso tempo. Foi-se assim a semana 7. Li o meu II ACT até ao turning point na quarta. Correu bem. A semana também. Desde que cá estou, mudou uma estação.
Thursday, October 23, 2008
taxi.
Hoje quando voltava para casa de táxi, com a Susana e o Lazlo que estão de visita, encontrei no chão do táxi um postal de NY escrito por um Eddie e que nunca vai chegar à sua amiga. Nunca, não sei. Para já, ficou ali perdido. O postal, daqueles que se abre ao meio, tinha na frente duas fotografias de NY, uma antiga a preto e branco, outra a cores actual. Dizia o Eddie, lá dentro, que o postal o fazia lembrar a ela (a amiga, não escreveu o nome) e que servia para mostrar que ele não a esquecia. Terminava a dizer que gostava de se lembrar dela a dançar. Deixei o postal no banco do táxi. Não sei se por achar que o Eddie ainda o vai encontrar. Tenho passado estes dias com táxis na minha cabeça, perder, achar, encontrar. Lost and found e cabs. Quando achei hoje este postal, achei que tinha alguma razão. Por vezes, é preciso perder para encontrar.
Monday, October 20, 2008
ana's eyes.
Sunday, October 19, 2008
Elevated train em Queens.
No filme French Connection, há uma cena clássica com o Gene Hackman a conduzir um carro por baixo de um viaduto de um comboio, tentando apanhar um hitman que lá vai dentro. No Top 5 Car Chase Movies, esta cena está em terceiro. Dentro do género "elevated train", a minha preferência é muito mais para o Wong Kar-Wai. Aquele comboio que passa no "My Blueberry Nights". Deve haver muito mais. Mas, hoje lembrei-me destes dois quando saí em Queens para visitar a PS.1. - MoMA. Foi domingo. Fez frio. Mas estava sol.
Friday, October 17, 2008
semana 6.

Enquanto o argumento se aproxima do turning point do II Act, percebo que eu já vou mais à frente que isso aqui em NY. Hoje passei mais uma tarde a escrever na NYPL em Bryant Park. Mas, a minha semana 6 é quase o climax do II Act. Enquanto me vou apercebendo disso, aprecio cada passo que dou sobre o chão debaixo dos meus pés.
Thursday, October 16, 2008
A flauta.
Nas primeiras noites, pensei que era um CD. Só com flauta. Doce que ecoa nas traseiras dos prédios. Esta noite, percebo e tenho a certeza que alguém, no prédio, toca flauta. Doce que ecoa no imenso silêncio das traseiras. Enquanto os cães estão calados, enquanto não oiço nem as televisões dos vizinhos. Enquanto fico no silêncio, a flauta atrai. E aproveito para pensar que há tantos caminhos. Agora, acho que a flauta foi dormir.
Wednesday, October 15, 2008
Monday, October 13, 2008
Sunday, October 12, 2008
Saturday, October 11, 2008
Se esta rua fosse minha.
A lista de galerias de arte em Chelsea é enorme. Repartem o espaço de uma zona em transformação com garagens, lavagens de carros, antigas fábricas, habitações sociais, novos prédios e o rio logo ali ao lado. Garagens, fábricas, habitações sociais, rio logo ali ao lado? Xabregas. Há uma rua assim lá. Passei o dia por aí. Chelsea Market e depois as galerias. Entrei em imensas. Já a ter saudades deste sítio. E com saudades de Lisboa. Como poderia Xabregas aprender com Chelsea, Ny. Chabregas, Lx?
Friday, October 10, 2008
semana 5. From this moment on.
All by myself. Poderia ter sido a maneira de acabar a semana. Mas, I ACT está feito. Mal ou bem está cá fora. E agradeço ao Francisco, um título que faz tudo isto ter sentido.
Thursday, October 9, 2008
Olá quinta feira.
Wednesday, October 8, 2008
E assim foi ontem.
Tuesday, October 7, 2008
Termómetro.
Depois das aulas, casa e casa e mais casa. Constipação grande e muitas páginas em atraso. A esta hora, Obama e McCain no seu segundo debate presidencial. Vou assoar-me.
Monday, October 6, 2008
Ed & Tom.
Segunda feira. A entrar numa rotina. Constipada. Aulas das 9 às 12 horas. E depois que tenho o I Act inteiro para apresentar na sexta e ainda nem comecei. Sim, que as páginas dos argumentos têm muito espaço em branco. Pois sim. Por isso, aulas e casa. Com deveres domésticos. Segunda feira é dia de lavandaria. Lá vou e aproveito para ler que a máquina de secar sempre leva quase que uma hora. Mas da mesma maneira que já cumprimento a chinesa da lavandaria, que já conheço o overweighted Carlos e a sua overweighted mãe, do Haiti, hoje cumprimentei os vizinhos de cima. Ed e Tom que vivem no quinto andar e que estão em forma que isto de subir um 5 storey walk up todos os dias não é para todos. Simpático, o Ed a dizer-me que já me tinha visto entrar. E eu parva e tonta, perguntei-lhe se ele vivia lá permanentemente. (não lhe expliquei a pergunta. Pois que eu só cá estou por dois meses e mais uns três apartamentos no prédio estão arrendados em iguais circunstâncias.). Pois que sim. Diz o Ed. Que vive com o Tom. Claro. Os vizinhos do quinto andar vivem juntos. Eu é que estou de passagem.
Sunday, October 5, 2008
Sunday. 5 de Outubro.
Saí de casa sem máquina fotográfica. Achei engraçado. Só notei já ia no autocarro. Apenas ia a um Museu. Que não era longe. De repente, estou em NY sem máquina. Fui ao Whitney. Hopper. American Art. E depois fui comer um pouco da cultura popular america. Shake Shack burguer. Andei um pouco mais. Estava frio, sol. E eu não tenho visitas.
Saturday, October 4, 2008
sábado 4.
Friday, October 3, 2008
semana 4.
Uma semana a correr e fez algum frio. Escrevi o treatment, fiz a leitura e correu bem. Agora vou começar a fazer páginas. A minha personagem principal chama-se Teresa. Faz algum sentido. Para mim, faz todo. Ele chama-se Luís. Se calhar, também faz algum sentido. Nestas coisas, acredito que eu seja um pequeno regalo para a minha psico-terapeuta. Foi também a semana da Leninha. De andar por aqui e por ali, de subir ao Empire. Amanhã é o dia em que a Leninha regressa. Fico sozinha ou talvez não. Fico acompanhada, como sempre. E tenho as minhas personagens.
Tuesday, September 30, 2008
Need treatment?
Hoje aqui fiquei a fazer o treatment que tenho de apresentar amanhã. Está feito. Parece que esta manhã em Lisboa, também houve quem precisasse de tratamento. Parabéns ao Lux.
Monday, September 29, 2008
Not a great day for Dow.
Aula, a Leninha passeia no Soho. NY abaixo da Rua 14. Depois Wall Street. O Dow Jones dá um tombo gigantesco. Caiu e ficou mal. Parece que não o querem ajudar a levantar-se. Há repórteres por todo o lado. Um homem aos gritos diz que é terrorista. Berros sobre o 9/11. Well. God Bless America, stand beside her, and guide her.
Sunday, September 28, 2008
Saturday, September 27, 2008
Friday, September 26, 2008
semana 3.
Wednesday, September 24, 2008
Tuesday, September 23, 2008
Harness Dog.
Uma cidade de cães. O meu prédio tem mais cães que pessoas. Há pequenos cães no metro, nas lojas, grandes cães na rua, cães portáteis, cães aos pares, cães. Dogs e muitos. Lojas para cão, comida de cão, roupa de cão. Na aula de hoje, estivemos de volta das personagens, building and revealing. Falámos de heróis. De um tipo de herói que é o underdog. Dogs de novo. De gatos não sei. Estão dentro das casas. O meu também teve de mudar de casa durante estas semanas. E tenho saudades dele. Pets. É assim.
Monday, September 22, 2008
I do like mondays.
E foi-se mais um fim de semana. New Jersey, um outlet, Harlem e um passeio por uma feira de rua na 46 e na 47, entre tshirts de NY, óculos falsos, gyros e maçãs caramelizadas.
Segunda feira. Agora, entro às nove da manhã. Mas o Metro começa a deixar de ser um mistério, funciona, é rápido e até tem imensa lógica. Vinte e cinco minutos, entre um expresso e um local, estou em Prince St, Soho. Depois de duas semanas, a classe é separada em duas. Vou para a secção C. Mudo de horário, professor e de método. Por isso, nada de treatments por enquanto. O professor fala alto, fala muito, acha que o Rocky é fucking genious, mas depois mostra-nos uma cena da Festa do Thomas Vinterberg e do War Zone do Tim Roth. Largo espectro, portanto, por isso e seguindo-lhe a postura, a tarde passei-a entre a Old Navy e a loja do Marc Jacobs em Bleecker Street. A pé. Nada mau para uma segunda feira. Descobri que os dias da semana não têm nenhuma característica imutável. Afinal, dependem só do que fazemos com eles.
Segunda feira. Agora, entro às nove da manhã. Mas o Metro começa a deixar de ser um mistério, funciona, é rápido e até tem imensa lógica. Vinte e cinco minutos, entre um expresso e um local, estou em Prince St, Soho. Depois de duas semanas, a classe é separada em duas. Vou para a secção C. Mudo de horário, professor e de método. Por isso, nada de treatments por enquanto. O professor fala alto, fala muito, acha que o Rocky é fucking genious, mas depois mostra-nos uma cena da Festa do Thomas Vinterberg e do War Zone do Tim Roth. Largo espectro, portanto, por isso e seguindo-lhe a postura, a tarde passei-a entre a Old Navy e a loja do Marc Jacobs em Bleecker Street. A pé. Nada mau para uma segunda feira. Descobri que os dias da semana não têm nenhuma característica imutável. Afinal, dependem só do que fazemos com eles.
Friday, September 19, 2008
semana 2.
Wednesday, September 17, 2008
Supercalifragilisticexpialidocious.
Pitch. Três ideias para um possível script no workshop. Quarta feira foi o meu dia. Lisboa, nails e uma história burlesca. Tropecei nas palavras e correu bem.
40 no dia 15.
40. A Lehman Brothers faliu e nesse dia nem dei por isso. Há momentos de contemplação do umbigo. E assim foi, aos 40 no dia 15, olhei para o meu. Aulas, passear por Chelsea e voltar para casa sozinha enquanto o Fernando e a Verónica desapareciam para parte incerta. Ainda agora não sei porquê. Sei que foram a uma vernissage da Donna Karan por acaso. Sei que voltaram com um bolo de anos lindo. Sei que fomos jantar ao Pastis e que não me lembro bem de me ter deitado. 40.
Sunday, September 14, 2008
confettis.
Saturday, September 13, 2008
Friday, September 12, 2008
sexta.
“Don’t be afraid to ask. New Yorkers are nice.” Union Square, ao início da noite. Um homem simpático, de fato, reparou que eu espetava o nariz no mapa dos autocarros. New Yorkers. Uma meia hora antes, tinha visto e ouvido, por acaso, um dos meus New Yorkers preferidos. Paul Auster a fazer uma leitura do seu último livro na Barnes and Noble.
E assim se vai uma semana. Os barulhos aqui no prédio já quase parecem familiares. Enquanto escrevo, sobem e descem os meus vizinhos com cães. Agora são uns alemães a falar alto. Um pouco mais agitado do que o meu primeiro esquerdo. O lá de casa. Mas este 1D será aquele a que vou chamar casa nos próximos dois meses. Próximas sete semanas para ser exacta. Conheci a vizinha do terceiro andar que esta manhã já me tratou por Ana e eu que não me lembro do nome dela apenas do cão, o Bailleys, afável, pelo curto, orelhudo e surdo. “He likes ladies”, disse-me ela. E eu sorri enquanto me dizia que se eu precisasse de alguma coisa, lá estava no terceiro andar por cima de mim.
Estou rodeada por farmácias. O que sempre dá um certo sossego. Posso ir comprar um garrafão de Tylenol ou Advil a qualquer hora. À frente uma Igreja, mesmo ao lado um Centro ayurvedico, uma loja de chaves, uma deli.
Passei uma semana sem urgência de fazer nada. Apenas a ambientar-me, a caminhar para as aulas. A pensar que gosto do conceito do que estou a fazer. Um workshop de screenwriting na NYFA e ficar aqui dois meses. Mas, por mais bizarro que isto pareça em mim, para além do conceito, estou a gostar de o fazer. Assim, um dia de cada vez.
A escola. Aprende-se um método, uma receita de filmes, uma estrutura. E depois aplica-se. Por enquanto, acompanho o que o Ben diz, lively, eu mais a indiana, o sueco, o norueguês que deve ter mais uns 20 anos que eu (um elemento do elenco que muito desejava que aparecesse. Sim, não sou a mais velha), os argentinos, o sul africano, a russa que nunca tinha ouvido falado do Saturday Night Fever, mas que de certeza conhece bem o Couraçado Potemkim. Mas estamos aqui para aprender esta receita de cinema. Por isso, vimos e analisámos na aula “Working Girl”. Sim, esse mesmo de 1987, de Mike Nichols com Harrison Ford, Sigourney Weaver e Melanie Griffith.
Hoje é sexta.
Ontem foi 11 de Setembro. A data. No Ground Zero havia de tudo. Uma manifestação a pedir uma investigação exacta dos factos. Rapazes com tshirts que diziam "9/11 was an inside job.", polícias e polícias, turistas e turistas e patriotas e altares em memória. Há nesta cidade lugar para tudo. Por isso, nos próximos dois meses - sete semanas para ser exacta - haverá lugar para mim.
E assim se vai uma semana. Os barulhos aqui no prédio já quase parecem familiares. Enquanto escrevo, sobem e descem os meus vizinhos com cães. Agora são uns alemães a falar alto. Um pouco mais agitado do que o meu primeiro esquerdo. O lá de casa. Mas este 1D será aquele a que vou chamar casa nos próximos dois meses. Próximas sete semanas para ser exacta. Conheci a vizinha do terceiro andar que esta manhã já me tratou por Ana e eu que não me lembro do nome dela apenas do cão, o Bailleys, afável, pelo curto, orelhudo e surdo. “He likes ladies”, disse-me ela. E eu sorri enquanto me dizia que se eu precisasse de alguma coisa, lá estava no terceiro andar por cima de mim.
Estou rodeada por farmácias. O que sempre dá um certo sossego. Posso ir comprar um garrafão de Tylenol ou Advil a qualquer hora. À frente uma Igreja, mesmo ao lado um Centro ayurvedico, uma loja de chaves, uma deli.
Passei uma semana sem urgência de fazer nada. Apenas a ambientar-me, a caminhar para as aulas. A pensar que gosto do conceito do que estou a fazer. Um workshop de screenwriting na NYFA e ficar aqui dois meses. Mas, por mais bizarro que isto pareça em mim, para além do conceito, estou a gostar de o fazer. Assim, um dia de cada vez.
A escola. Aprende-se um método, uma receita de filmes, uma estrutura. E depois aplica-se. Por enquanto, acompanho o que o Ben diz, lively, eu mais a indiana, o sueco, o norueguês que deve ter mais uns 20 anos que eu (um elemento do elenco que muito desejava que aparecesse. Sim, não sou a mais velha), os argentinos, o sul africano, a russa que nunca tinha ouvido falado do Saturday Night Fever, mas que de certeza conhece bem o Couraçado Potemkim. Mas estamos aqui para aprender esta receita de cinema. Por isso, vimos e analisámos na aula “Working Girl”. Sim, esse mesmo de 1987, de Mike Nichols com Harrison Ford, Sigourney Weaver e Melanie Griffith.
Hoje é sexta.
Ontem foi 11 de Setembro. A data. No Ground Zero havia de tudo. Uma manifestação a pedir uma investigação exacta dos factos. Rapazes com tshirts que diziam "9/11 was an inside job.", polícias e polícias, turistas e turistas e patriotas e altares em memória. Há nesta cidade lugar para tudo. Por isso, nos próximos dois meses - sete semanas para ser exacta - haverá lugar para mim.
Thursday, September 11, 2008
Setembro 9. Back to school.
Setembro 8. O primeiro andar direito. 96&Brd.
Primeiro andar. Umas escadas e parece rés do chão. Mas cheguei. Aqui estou. É o primeiro direito. O outro lá de casa é o primeiro esquerdo. Estou acompanhada. Não sei como seria se não estivesse. Importa? Se calhar não. Se calhar, não é preciso testar todos as possibilidades do limite. Cheguei até aqui. Varre-se um pouco, ajeita-se a luz, acendem-se umas velas e parece casa. Afinal, o teste não é viver sem rotinas. É viver apenas sem as de sempre.
Saturday, September 6, 2008
Depois de amanhã.
Thursday, September 4, 2008
How to pack a life in one bag.
Monday, September 1, 2008
tic tac
time goes by so fast. Play it.
Falta uma semana. Aumentou ontem a dose de Sedoxil. Tudo calmo hoje. Daqui a 2 meses, estes dias vão parecer ridículos. É isso que quero. Ganhar uma nova perspectiva. Insight. Vou fazer esta noite umas máquinas de roupa. Fazer a mala para ter tempo ainda de a desfazer. E fazer.
Falta uma semana. Aumentou ontem a dose de Sedoxil. Tudo calmo hoje. Daqui a 2 meses, estes dias vão parecer ridículos. É isso que quero. Ganhar uma nova perspectiva. Insight. Vou fazer esta noite umas máquinas de roupa. Fazer a mala para ter tempo ainda de a desfazer. E fazer.
Sunday, August 24, 2008
Talvez 1993

Em 1993, 26 de Fevereiro, rebentou uma bomba dentro de um camião nas caves do WT Center. As Torres fecharam durante umas semanas. Chegamos a 8 de Março. Mas, esta história não começa aqui. Poderia começar no primeiro episódio do Fame. Mas começa em Janeiro. A 24 deste ano. Para mim, ainda é cedo para escrever essa parte.
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