Tuesday, September 30, 2008

Need treatment?

Hoje aqui fiquei a fazer o treatment que tenho de apresentar amanhã. Está feito. Parece que esta manhã em Lisboa, também houve quem precisasse de tratamento. Parabéns ao Lux.

Monday, September 29, 2008

Not a great day for Dow.



Aula, a Leninha passeia no Soho. NY abaixo da Rua 14. Depois Wall Street. O Dow Jones dá um tombo gigantesco. Caiu e ficou mal. Parece que não o querem ajudar a levantar-se. Há repórteres por todo o lado. Um homem aos gritos diz que é terrorista. Berros sobre o 9/11. Well. God Bless America, stand beside her, and guide her.

Sunday, September 28, 2008

Ainda sábado 27. Bem Vinda.



Fui a correr à lavandaria dos chineses e chegou a Leninha.

Saturday, September 27, 2008

Sábado 27. Boa Viagem.


Foram-se embora. Com um pouco mais de bagagem.

Friday, September 26, 2008

semana 3.



Chegámos juntos há 3 semanas. Com estas malas. Amanhã a Verónica e o Fernando vão de regresso. Despedidas na Ópera.

Wednesday, September 24, 2008

TPC.

por isso hoje, não há muita conversa.

Tuesday, September 23, 2008

Harness Dog.





Uma cidade de cães. O meu prédio tem mais cães que pessoas. Há pequenos cães no metro, nas lojas, grandes cães na rua, cães portáteis, cães aos pares, cães. Dogs e muitos. Lojas para cão, comida de cão, roupa de cão. Na aula de hoje, estivemos de volta das personagens, building and revealing. Falámos de heróis. De um tipo de herói que é o underdog. Dogs de novo. De gatos não sei. Estão dentro das casas. O meu também teve de mudar de casa durante estas semanas. E tenho saudades dele. Pets. É assim.

Monday, September 22, 2008

I do like mondays.

E foi-se mais um fim de semana. New Jersey, um outlet, Harlem e um passeio por uma feira de rua na 46 e na 47, entre tshirts de NY, óculos falsos, gyros e maçãs caramelizadas.

Segunda feira. Agora, entro às nove da manhã. Mas o Metro começa a deixar de ser um mistério, funciona, é rápido e até tem imensa lógica. Vinte e cinco minutos, entre um expresso e um local, estou em Prince St, Soho. Depois de duas semanas, a classe é separada em duas. Vou para a secção C. Mudo de horário, professor e de método. Por isso, nada de treatments por enquanto. O professor fala alto, fala muito, acha que o Rocky é fucking genious, mas depois mostra-nos uma cena da Festa do Thomas Vinterberg e do War Zone do Tim Roth. Largo espectro, portanto, por isso e seguindo-lhe a postura, a tarde passei-a entre a Old Navy e a loja do Marc Jacobs em Bleecker Street. A pé. Nada mau para uma segunda feira. Descobri que os dias da semana não têm nenhuma característica imutável. Afinal, dependem só do que fazemos com eles.

Friday, September 19, 2008

semana 2.


E assim se foi a #2 semana do workshop. Entre pitches e muitas histórias, fazer anos, fingir uma rotina nova numa cidade imensa, foi preciso lavar a roupa. Na rua como se já estivesse em casa.

Wednesday, September 17, 2008

Supercalifragilisticexpialidocious.

Pitch. Três ideias para um possível script no workshop. Quarta feira foi o meu dia. Lisboa, nails e uma história burlesca. Tropecei nas palavras e correu bem.

40 no dia 15.





40. A Lehman Brothers faliu e nesse dia nem dei por isso. Há momentos de contemplação do umbigo. E assim foi, aos 40 no dia 15, olhei para o meu. Aulas, passear por Chelsea e voltar para casa sozinha enquanto o Fernando e a Verónica desapareciam para parte incerta. Ainda agora não sei porquê. Sei que foram a uma vernissage da Donna Karan por acaso. Sei que voltaram com um bolo de anos lindo. Sei que fomos jantar ao Pastis e que não me lembro bem de me ter deitado. 40.

Sunday, September 14, 2008

confettis.




Demasiado calor. andei por aí sem pressa para nada. nas vésperas do dia 15. Havia confettis. Como hoje ainda é - fuso horário, era - dia 14, não podiam ser para mim. Mas, agora será - fuso horário, é - dia 15. Por isso, estes confettis agora são meus.

Saturday, September 13, 2008

Friday, September 12, 2008

Talvez 2008.

sexta.

“Don’t be afraid to ask. New Yorkers are nice.” Union Square, ao início da noite. Um homem simpático, de fato, reparou que eu espetava o nariz no mapa dos autocarros. New Yorkers. Uma meia hora antes, tinha visto e ouvido, por acaso, um dos meus New Yorkers preferidos. Paul Auster a fazer uma leitura do seu último livro na Barnes and Noble.

E assim se vai uma semana. Os barulhos aqui no prédio já quase parecem familiares. Enquanto escrevo, sobem e descem os meus vizinhos com cães. Agora são uns alemães a falar alto. Um pouco mais agitado do que o meu primeiro esquerdo. O lá de casa. Mas este 1D será aquele a que vou chamar casa nos próximos dois meses. Próximas sete semanas para ser exacta. Conheci a vizinha do terceiro andar que esta manhã já me tratou por Ana e eu que não me lembro do nome dela apenas do cão, o Bailleys, afável, pelo curto, orelhudo e surdo. “He likes ladies”, disse-me ela. E eu sorri enquanto me dizia que se eu precisasse de alguma coisa, lá estava no terceiro andar por cima de mim.

Estou rodeada por farmácias. O que sempre dá um certo sossego. Posso ir comprar um garrafão de Tylenol ou Advil a qualquer hora. À frente uma Igreja, mesmo ao lado um Centro ayurvedico, uma loja de chaves, uma deli.

Passei uma semana sem urgência de fazer nada. Apenas a ambientar-me, a caminhar para as aulas. A pensar que gosto do conceito do que estou a fazer. Um workshop de screenwriting na NYFA e ficar aqui dois meses. Mas, por mais bizarro que isto pareça em mim, para além do conceito, estou a gostar de o fazer. Assim, um dia de cada vez.

A escola. Aprende-se um método, uma receita de filmes, uma estrutura. E depois aplica-se. Por enquanto, acompanho o que o Ben diz, lively, eu mais a indiana, o sueco, o norueguês que deve ter mais uns 20 anos que eu (um elemento do elenco que muito desejava que aparecesse. Sim, não sou a mais velha), os argentinos, o sul africano, a russa que nunca tinha ouvido falado do Saturday Night Fever, mas que de certeza conhece bem o Couraçado Potemkim. Mas estamos aqui para aprender esta receita de cinema. Por isso, vimos e analisámos na aula “Working Girl”. Sim, esse mesmo de 1987, de Mike Nichols com Harrison Ford, Sigourney Weaver e Melanie Griffith.

Hoje é sexta.
Ontem foi 11 de Setembro. A data. No Ground Zero havia de tudo. Uma manifestação a pedir uma investigação exacta dos factos. Rapazes com tshirts que diziam "9/11 was an inside job.", polícias e polícias, turistas e turistas e patriotas e altares em memória. Há nesta cidade lugar para tudo. Por isso, nos próximos dois meses - sete semanas para ser exacta - haverá lugar para mim.

Thursday, September 11, 2008

Setembro 9. Back to school.


Horário, foto para o cartão de identificação. Aulas com o Ben, section C, no Soho. Let the games begin.

Setembro 8. O primeiro andar direito. 96&Brd.


Primeiro andar. Umas escadas e parece rés do chão. Mas cheguei. Aqui estou. É o primeiro direito. O outro lá de casa é o primeiro esquerdo. Estou acompanhada. Não sei como seria se não estivesse. Importa? Se calhar não. Se calhar, não é preciso testar todos as possibilidades do limite. Cheguei até aqui. Varre-se um pouco, ajeita-se a luz, acendem-se umas velas e parece casa. Afinal, o teste não é viver sem rotinas. É viver apenas sem as de sempre.

Saturday, September 6, 2008

Depois de amanhã.


E foi aqui. 28 de Março. Faltavam cinco meses. Agora já só faltam dois para que não consiga compreender estes meus dias das vésperas.

Thursday, September 4, 2008

How to pack a life in one bag.


Não sei fazer malas. O meu método. Nenhum. Num primeiro momento levo tudo. Na altura de partir, ainda levo demasiado. Travel Light. Live light. É o exercício. A ansiedade quando bem dobrada e vincada cabe numa mala e sobra espaço para três pares de sapatos. A ansiedade dobra-se bem pelos vincos.

Monday, September 1, 2008

tic tac

time goes by so fast. Play it.
Falta uma semana. Aumentou ontem a dose de Sedoxil. Tudo calmo hoje. Daqui a 2 meses, estes dias vão parecer ridículos. É isso que quero. Ganhar uma nova perspectiva. Insight. Vou fazer esta noite umas máquinas de roupa. Fazer a mala para ter tempo ainda de a desfazer. E fazer.